Olhar Crítico

Segurança

Começo essa primeira coluna de julho – a semana passada não foi possível ter vocês comigo caros leitores -, ressaltando o trabalho da Polícia Militar de Penápolis que, de acordo com os dados da corporação, faz mais de 50 dias que o município não registra ocorrência de roubos. É preciso especificar que esse tipo de ação dos marginais envolve violência, uso de armas durante a prática do crime. O trabalho ostensivo da PM em parceria com outros órgãos da municipalidade e também de setores de segurança tem possibilitado a redução da criminalidade em Terra de Maria Chica.

 

Combate

Sempre afirmo que o trabalho de combate à criminalidade não começa na utilização dos soldados, mas sim com ações que evitem que, no futuro uma criança do hoje se enverede pelo mundo da violência e da marginalidade. Sabe-se que a sociedade atribui muitas coisas aos aparelhos estatais, como aqueles responsáveis pela Educação e Segurança, entretanto, o que cada indivíduo individualizado tem feito para minorar os problemas? Por exemplo, se o sujeito social compreender a família, na concepção dada por Emile Durkheim (1858-1917), como uma célula importante na constituição do indivíduo enquanto ser que se torna possuidor de princípios éticos e morais, observará que pais e mães têm papéis importantíssimos na constituição da harmonia social.

 

Responsabilidades

Se isso é fato, por que então famílias depositam cada vez mais responsabilidades nas costas dos aparelhos estatais, achando que o Estado é responsável por tudo? Qual é a função da escola na vida do cidadão? Por que os professores têm sido odiados, até mesmo satanizados sob a pecha de doutrinadores? Por que o ataque sistemático à educação, mais especificamente ao ambiente universitário, quando todos sabem que se não ocorrer investimentos em educação, a Nação não caminha? Parece-me que a problemática é de outro nível e os cidadãos, na maioria daqueles que escolhem suas mercadorias-políticas pelo ressentimento, ainda não entenderam que a situação é caótica, contudo, faz-se necessário mais racionalidade.

 

Festejos

Mas deixarei essas questões educacionais para outro momento e me concentrarei agora na festa junina que o Colégio Futuro promoveu no final de semana passada. Quem esteve no campus daquela unidade escolar, quiçá as noites frias que fez naqueles dois dias, pode observar o quanto toda a equipe da instituição formada pela equipe pedagógica, professores, corpo discente e direção da escola se empenharam em preparar um evento dessa magnitude para toda a comunidade penapolense. A exemplo do que aconteceu no ano anterior, este ano os festejos e as apresentações dos alunos encantaram os visitantes que se comprometeram a voltar em 2020.

 

Educação

Quando o brasileiro pensa em educação, principalmente àquela que está sendo ministrada aos filhos, é comum haver aquele equívoco segundo o qual é papel da escola inculcar nos rebentos certos valores que não são possíveis de serem ministrados pelos professores, todavia, como muitas tarefas atribuídas aos pais acabam não acontecendo, terminam por desaguar dentro das salas de aulas e os professores não sabem ao certo o que fazer, pois estão ali para ajudá-los a transformar informação em conhecimento e é justamente esse seu ofício, portanto, o foco de aprendizagem sempre foi e será o estudante, entretanto, é preciso observar com acuidade as condições em que chegam os alunos para as unidades escolares. Sempre dizem que a saída para as mazelas sociais do Brasil é a Educação, mas deve atentar para o fato de que somente a escola não é o suficiente para formar um cidadão, ou melhor, um adulto responsável pelos seus atos.

 

Esportes

Outro campo alvissareiro para se investir, vislumbrando um futuro diferente do presente da maioria dos brasileiros, é o esporte. Neste sentido, mesmo que sem muito apoio da municipalidade e da própria cidade, parabenizo as jogadoras do time do sub-20 de voleibol feminino de Penápolis pela conquista do título de campeãs dos Jogos Regionais de 2019. A competição foi realizada em Andradina, e a titulação, se a memória não estiver falhando, garante à equipe participação nos Jogos Abertos do Interior. Por outro lado, o importante a se destacar aqui é que são todas jogadoras que participam da escolinha de voleibol que acontece, sob a coordenação da professora de educação física Dejanira Hosti, nas dependências do Gigantão Azul.

 

Competições

Embora não seja muito a minha praia, mas me parece que posso emitir uma opinião, por mais singela que pareça. Sabemos que em vários bairros da cidade há quadras esportivas, portanto, espaços que podem ser ocupados com a prática esportiva, independentemente da modalidade. Por que não se cria projetos para que os bairros nas imediações desses locais não criem seus times de voleibol e, a exemplo do que acontece no universo do futebol de salão com o Torneio dos Cobras, participem de competições dentro do próprio município, com as partidas sendo realizadas nos dois ginásios municipais que a cidade possui. Acho que os espaços no interior das escolas, dentro do Programa Escola da Família poderiam ser palco dessas partidas. Dessas competições sairiam equipes penapolenses para disputar o campeonato paulista da modalidade.  Entendo que somente a prefeitura não tem capacidade de gerenciar projetos dessa magnitude, mas creio que a cidade pode abraçar, inclusive a faculdade existente na cidade poderia criar essa equipe de voleibol ou basquetebol, como havia em Araraquara, primeiramente com o time de basquete do Clube 22 de Agosto e posteriormente com a UNIARA (Universidade de Araraquara).

 

Manifesto

Parabenizo a professora aposentada, Dirce Pereira da Silva, 84, pelo seu manifesto publicado pelo site da revista Carta Capital em sua página na internet https://www.cartacapital.com.br/opiniao/professora-que-passou-a-infancia-trabalhando-tome-vergonha-bolsonaro/?fbclid=IwAR2xU83D1-Saa0Taxh1EfDIw0lBnpk0mD4CYr_7d0gcGsFUa3kneTh9Y64o. A felicitação é justamente pelo fato de que muitos dos que me leem semanalmente aqui no INTERIOR foi aluno desta professora. O segundo diz respeito a quem se direciona o texto da educadora penapolense: ao presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL). É interessante notar que em Penápolis há centenas de eleitores e defensores do atual governante. Até aí tudo normal dentro da democracia, contudo, logo no começo de sua missiva a professora Dirce faz observações sobre a desastrosa opinião do governante sobre trabalho infantil.  Leitores, fico por aqui, informando que hoje tem a 1ª Costelada Beneficente em prol do HE João Marchesi. O evento acontece nas dependências do Kai-kan a partir das 12h. E-mail: gildassociais@bol.com.br; gilcriticapontual@gmail.com. www.criticapontual.com.br.

 

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