Olhar Crítico

 

Educação

Começo meus olhares dominicais parabenizando as alunas dos 7.ºs e 8.ºs anos do Ensino Fundamental que compuseram a equipe de futebol feminino da escola estadual Yone Dias de Aguiar pela conquista do título dos jogos estudantis do Estado de São Paulo em sua fase regional, ou seja, das instituições de ensino que estão sob o auspício da diretoria de ensino de Penápolis. Sob a coordenação do professor de Educação Física, Antonio Narciso da Silva, as estudantes conquistaram o título da categoria mirim daquela competição esportiva.

 

Vitória educacional

Em tempos de severas críticas contra a educação, principalmente aquelas advindas de sujeitos sociais que nunca entraram numa sala de aula, exceto quando eram estudantes, é salutar ressaltar a conquista dessas crianças e daqueles que atuam no setor pedagógico brasileiro, tão desprezado pelo Estado e pela sociedade – repito – continua de costas para a educação -, cujos integrantes preferem acreditar em blasfêmias propaladas do alto do trono – só para parafrasear um importante escritor brasileiro [Machado de Assis] que muitos desses críticos se quer passaram perto dum romance dessa singular figura da literatura brasileira. De qualquer forma, a escola e o corpo discente que participou da competição, estão de parabéns pela vitória – que venham outras na esteira desta.

 

Desconexão

E já que a temática é a educação e as vozes desconectadas com a realidade que emanam do alto do trono da República Monárquica brasileira, não posso deixar de enfatizar aqui que, sem o auxílio familiar, não existe escola que consiga equacionar os problemas que o setor vem passando. No Brasil, o rendimento escolar é pífio e aí é preferível sempre culpar quem está no chão da fábrica-escola, o operário-professor – o “proletário do saber” – de quem se cobra muito, mas se paga pouco e ainda, os propaladores dessas cobranças encontram eco numa sociedade, cujos integrantes, sem sua maioria, se recusa a ler um livro se quer. A minha observação não é nenhuma aleivosia, já que basta um questionário aplicado aos pais – durante as reuniões pedagógicas [há aqueles que nem sabe a série em que o filho está] – para verificar que não leram se quer uma obra literária agora em 2019.

 

Critério

Como diz o autor do livro Critério – Jaime Luciano Balmes (1810-1848) – cujo exemplar que eu tenho foi presente de um amigo de longa data de minha família. Essa obra, que estudei nos tempos de graduação em Ciências Sociais na UNESP-Araraquara – diz que é preciso critério quando vai se pensar e agir em prol da sociedade. Karl Marx – tão vilipendiado justamente por aqueles que nunca leram uma linha do que disse esse pensador alemão – afirma que o Estado, embora apareça como o guardião da lei e criador de projetos e mecanismos para que as desigualdades entre os homens reduzam, está sempre a serviço do grupo que o ocupa em determinado momento histórico.  Desta forma, o Estado enquanto um grande Leviatã tem uma essência e uma aparência. Desta forma, qual seria o critério do atual ocupante do Estado brasileiro para atacar a Educação de forma generalizada?

 

Acuidades

A interpelação acima pode ser respondida por qualquer cidadão, todavia, é preciso acuidade no que vai dizer, pois é moeda corrente, como se diz no jargão popular, usar o senso comum para rechear respostas descabidas, principalmente advindas daqueles que desconhecem o ambiente duma universidade pública, como UNESP, UNICAMP, USP, UFSCar. Em minha singela opinião, é preciso conhecimento – para além do próprio umbigo – para indicar algumas coisas negativas e positivas destes universos. O primeiro passo é observar que o ingresso em tais instituições costuma ser trabalhoso, exigindo do postulante, disciplina, método de estudo e planejamento, sobretudo, o familiar e muita vontade do estudante. Depois compreender que o mundo da pesquisa científica que não pode ser analisado como se fosse uma mercadoria que deve gerar valo imediato. Para sustentar tais abordagens, basta dar uma breve olhadela nas mudanças tecnológicas pelas quais o mundo passou nos últimos cinquenta anos.

 

Justiça

Mudando de “pato para ganso” como se diz no jargão, ou seja, do foco da capital candango para a Princesa da Noroeste, não posso deixar de enfatizar a informação veiculada por um blogueiro da cidade, segundo a qual, um secretário do séquito do prefeito e um vereador, inclusive que contou com o apoio do atual mandatário quando este disputava a presidência da Câmara cujo pleito foi vencido por Ivan Sammarco (PPS). De acordo com a matéria veiculada pelo site, a dupla estaria com problemas relacionados ao fretamento de ônibus utilizado por uma das secretarias governamentais. Mas, não é possível afirmar nada, até porque, ao que tudo indica as irregularidades foram apontadas depois da realização duma sindicância. De qualquer forma, resta saber qual será o posicionamento do Chefe do Executivo penapolense.

 

Ministério Público

Ao que tudo indica, independentemente de qualquer posicionamento que o prefeito venha a ter nessa peleja, a coisa deve ser encaminhada ao Ministério Público que deverá solicitar novas investigações e, conformado o dolo, oferecer denúncia e o restante das fases subsequentes todos já sabem. Todavia, será, em se oficializando, mais uma dor de cabeça para o alcaide penapolense que já tem outros tantos processos tramitando na Justiça local e outras no âmbito da segunda instância. A questão é: como equacionar essa e as outras que já tramitam no Fórum de Penápolis e aquelas com decisão em Segunda Instância. Mas, como sempre escrevo aqui, aguardemos o trebelhar dos fatos e suas respectivas consequências.

 

Outras paragens

É preciso ter claro que, se o penapolense deixar as instâncias de Penápolis em direção a outras paragens, encontrará cidades em que os prefeitos também têm problemas como os enfrentados pelo chefe do Executivo local. Se recorrer à recente história desta comarca encontrará diversos fatos que corroboram com o que se passa aqui na Terra de Maria Chica, inclusive noticiados por este jornal. A questão que fica é a seguinte: por que a Câmara de vereadores de Penápolis ainda não se posicionou? E-mail: gildassociais@bol.com.br; gilcriticapontual@gmail.com. www.criticapontual.com.br.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *