Olhar Crítico

Homenagem

Hoje, segundo domingo de maio, o dia é dedicado a elas: “mães”! Mas será que elas precisam de uma data? A pergunta tem fulcro no fato de que, diariamente elas deveriam ser homenageadas, principalmente pelo fato de serem a geradoras das terrenas existências humanas. Só por esse fato, elas já são superiores aos demais mortais, como por exemplo, os pais. Então sem mais delongas, meus caros leitores, vão até suas mães e digam-lhes apenas que as amam e lhes são gratos pelo dom da vida. A minha já não está mais entre os mortais, porém, continua viva para nós, eu e minhas irmãs, através de seus exemplos de perseverança, caráter e uma fé inabalada na existência e determinação para criar cinco filhos, tendo ficado viúva muito cedo – a história dela e de meu pais está nas ruas, praças e avenidas de Penápolis através das nomenclaturas.

 

Vitoriosos

Como sempre afirmam nossas autoridades, sem trabalharem arduamente para que os ditos se tornem realidades, o esporte e a educação são as ferramentas que nortearão os caminhos das crianças e adolescentes de hoje, parabenizo a equipe de voleibol masculino da escola estadual Ester Eunice A. F. Oliveira pela conquista do título do JEESP – Jogos Estudantis do Estado de São Paulo. Os alunos foram treinados e participaram da competição sob a supervisão da professora de Educação Física, Marileide Ferracini. Que os vitoriosos carreguem com eles, as narrativas que existem por trás de cada batalha vencida: a vida é assim mesmo, sem luta, determinação, disciplina, foco, perseverança não se chega a lugar nenhum! Na condição de professor, espero que o título possa ter repercussão positiva dentro das salas de aulas e no término do ensino médio, aprovação nos vestibulares mais concorridos do Brasil.

 

Cancela

E esse atual grupo que administra Penápolis a partir da reeleição deste prefeito que aí está, não cansa de se envolver em problemas e bazofias. Se não bastasse o problema do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) que, até onde eu sei, não passou de promessa eleitoreira e ainda não saiu do papel e sabe lá se um dia deixará de frequentar o mundo onírico do atual gestor, agora há o imbróglio das cancelas que foram retiradas por determinação unilateral da atual municipalidade. Pode recorrer aqui e ali, lá e onde mais for possível, entretanto, o que ficará será o fiasco como consequência duma ação, cujo resultado é o que se está vendo como fruto da ausência dum diálogo franco e aberto com a sociedade. Quando um gestor, crê-se acima de todos e de tudo, principalmente da própria cidade que o elegeu, sempre terá esse tipo de situação como consequência.

 

Aviso

Parece-me que o prefeito e sua assessoria foram avisados da problemática que seria retirar as cancelas nos cruzamentos das ruas da cidade com a via férrea. Houve de tudo, desde que foi anunciada a demolição das guaritas, porém, acho que faltou coerência e diálogo com a coletividade, principalmente com o Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) da cidade e outros órgãos de políticas urbanas e mobilizações. Se as conversas ocorreram, não chegou até a comunidade, principal interessada na adoção de medidas que acabam tendo uma repercussão negativa e ações movidas pelo Ministério Público contra os ocupantes dos cargos eletivos. Desta forma, em 2020 haverá eleições municipais para prefeito e reformular a Câmara de Vereadores, portanto, é preciso que o eleitor olhe com mais acuidade para o atual quadro político e a inércia dos representantes do povo, no que diz respeito a defender os interesses daqueles que são os verdadeiros detentores do poder de fato: os moradores.

 

Vereadores

Nessa peleja entre a atual administração, o Ministério Público e a Justiça penapolense, em que momento os vereadores aparecerão? A interpelação tem fulcro no fato de que os integrantes do Legislativo precisam defender os interesses da coletividade e não de determinados grupos privados ou de algumas pessoas que têm um discurso pró-comunidade, contudo, nos bastidores abraçam plutocratas interessados em fazer negócios com o Poder Público e engordar as cifras em suas contas bancárias. Essa é uma prática corriqueira no Brasil, antes mesmo deste ter se tornado República na madrugada daquele sábado, 15 de novembro de 1889, quando a Monarquia foi banida numa ação para lá de quixotesca perpetrada pela jovem oficialidade brasileira – a adjetivação tem respaldo na não mudança na prática política nacional: foi se o Império, porém, se manteve as práticas plutocráticas. Até o momento – corrijam-me os meus leitores, caso eu esteja equivocado – não entendi o silêncio sepulcral que advêm da Câmara Municipal em todas essas pendengas. O atual prefeito já tem condenação em segunda instância da Justiça, o que torna legal uma ação dos vereadores para afastá-lo do cargo. Mas aí não é com este que vos escreve, mas sim com os representantes do povo no Legislativo local que quererão ser reconduzidos aos cargos que ocupam no momento.

 

“Abacaxis”

E já que a temática neste domingo dedicado às mães, é o universo da política, não posso deixar de enfatizar aqui as eleições municipais do próximo ano. Quem serão os candidatos? Haverá alguém que quererá segurar o cetro do atual mandatário? Ele, que nem partido tem, pois foi expulso do PSDB depois duma quixotada num evento público em que defendeu o adversário do atual governador que pertence ao tucanato paulista. Mas se pensarmos com Nicolau Maquiavel (1469-1527), ou melhor, com a personagem principal do clássico de Ciência Política, O príncipe, não há como condená-lo por que, se a sua mercadoria estivesse agora ocupando o posto máximo no Palácio dos Bandeirantes, a situação política poderia ser outra, todavia, como se diz no jargão popular o “se” não ganha jogo, a cidade ficou com mais um abacaxi para descascar: trata-se do prédio que foi alugado para que o AME funcionasse. E agora José? Entra-se na Justiça para se desfazer o trato que, se for levado ao pé da letra conforme conta no contrato de locação, a prefeitura terá que desembolsar mais de R$ 2 milhões. Durmam com um barulho desses, meus caros leitores.

 

Política

Se por um lado, os eleitores aguardam o trebelhar sucessório pelas bandas do Paço Municipal, por outro, os penapolenses esperam para ver quem do PT se lançará à corrida eleitoral para substituir o atual mandatário. Outra interpelação que corre a “boca pequena” – como se diz no jargão popular – é se o ex-vereador e ex-presidente da Câmara e ex-ungido do atual prefeito, Caíque Rossi, disputará a sucessão de seu criador – recordo-me aqui do romance Dr. Frankenstein, de autoria da escritora inglesa Mary Shelley (1797-1851). E o ex-vereador e ex-petista Roberto Martins Torsiano (PSOL), será que disputará as eleições do ano que vem, após sofrer uma derrota para o atual prefeito? Respostas que somente o tempo e o tabuleiro político-eleitoral poderão nos fornecer nos próximos meses. E-mail: gildassociais@bol.com.br; gilcriticapontual@gmail.com. www.criticapontual.com.br.

 

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