Olhar Crítico

Política

Começo os meus aforismas críticos deste domingo, deslocando o eixo da Terra de Maria Chica para o plano nacional. Faço isso por considerar as questões que serão abordadas pertinentes para o momento que o país está passando, objetivando auxiliar – quem sabe um dia eu alcance este escopo – os meus leitores à compreenderem melhor esse país, levando em conta que haverá eleições municipais em 2020. Posto isso, vou direto ao ponto: na semana que terminou ontem, mais um ex-presidente do Brasil foi parar atrás das grades sob a acusação de corrupção. Até o momento em que essa coluna era preparada, Michel Elias Temer continuava trancafiado preventivamente numa carceragem da Polícia Federal num desdobramento da operação Lava Jato.

 

Doente

Até aí todos sabem, portanto, nada de novo no reino brasileiro com ares de República, entretanto, há um fato curioso a ser considerado e posteriormente analisado com mais acuidade. A Constituição brasileira tem 30 anos e o regime democrático, – muito arvorado por políticos que na aparência são chegados à discursos voltados para a igualdade, contudo – em sua essência tem lá suas vinculações com ditadores, ditaduras, populistas e coronelismos nunca sepultados quando o assunto é política brasileira e aí tem o filhotismo, apadrinhamento de apaniguados e amigos partidários – eis um dos cânceres que comem o futuro desta Nação.

 

Cidadania

Com a prisão de Michel Temer (MDB), já pode ser contabilizado o segundo ex-presidente encarcerado por envolvimento com a plutocracia que, aliada a burocracia aristocratizada, suga para os cofres privados toda a capacidade deste país se tornar um dia integrante do clube dos desenvolvidos – esqueça a conversa que o atual presidente teve com o mandatário norte-americano: as consequências serão mais colonização da América por parte do governo do Tio Sam. Senão vejamos: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpre sentença que já somam mais de duas décadas, e agora Temer também é encarcerado. Desta forma, os dados apresentam a seguinte realidade: em 30 anos de democracia, o Brasil já teve dois presidentes que sofreram impeachment e dois atrás das grades. Se levarmos em conta a matemática e o fato de que cada governante fica no posto quatro anos, temos 12 anos presidenciais detidos e mais oito que foram depostos, portanto, só restam mesmo 10 anos de gestão sem problemas jurídicos.

 

Governos estaduais

Se os meus leitores deixarem o âmbito federal para outro momento, e se concentrando no plano estadual, há governadores que não conseguem terminar seus mandatos e vão direto para os cárceres. Alguns analistas apontam, por exemplo, o problema do Estado do Rio de Janeiro: lá a fila de ex-governadores detidos é grande, desde 1988 e isso pode explicar porque o estado fluminense se encontra em penúria. Agora, se o olhar se detiver sobre os mais de cinco mil municípios espalhados pelo Brasil, os defuntos ficam irreconhecíveis, como se diz no jargão popular. O que tem de prefeito preso, assassinado por disputas eleitorais e outros que estão ou chegaram a ficar dois mandatos dependurados em liminares e hoje são convocados pelos correligionários a disputar o pleito o ano que vem, contudo se recusam e dão as desculpas mais esfarrapadas – aqueles que acompanham o dia a dia político dessas paragens sabem realmente a verdade.

 

Legislativo

Enfim, a bandalheira não fica só no campo do Executivo, seja no plano federal, estadual ou municipal, mas também e sobretudo nos legislativos estaduais e na capital nacional. O que tem de deputado envolvido até o pescoço com corrupção, milicianos e todo o tipo de máfia criada para extorquir a população de baixa renda, impor o terror sob a perspectiva de proteção, não está escrito em lugar nenhum. É máfia da merenda, das ambulâncias, do asfalto, etc. O meu leitor terá um cardápio vasto sobre a politicalha e a criminalidade praticada por homens de terno e gravata que pululam os gabinetes palacianos em Brasil e nas 27 unidades da Federação brasileira. Mas a população brasileira, como nos lembra Charles Chaplin, o genial Carlitos, tem a cada quatro anos a devolução dos mandatos a quem de direito e o que ela faz?

 

Dengue

Para não agastar os meus leitores com tanta abordagem da politicalha, mudarei o foco a partir deste ponto. Deter-me-ei à esfera local, ou seja, à Terra de Maria Chica que, segundo conversas que estão aí aos borbotões nos quatro cantos da cidade, está em vias de haver novamente uma epidemia de dengue, a exemplo do que aconteceu tempos atrás. Por que tragédias como estas se repetem? Parafraseando Marx, as sucessivas ocorrências significam que o cidadão não está fazendo a parte dele, contudo, e o poder público, o que faz? Espera estourar os casos para decretar estado de emergência? Sabe-se que o problema é endêmico, entretanto, pode se tornar epidêmico, ou seja, se transformar em epidemia por conta de determinadas negligências, como ausência de políticas públicas providenciais dos agentes eleitos para governar a paróquia local, cujo principal líder está envolvido com problemas na Justiça e olha que não é especulação deste colunista e sim de fatos concretos, já amplamente noticiado pela mídia local e regional.

 

Educação

Na semana que terminou ontem publiquei aqui nesta página artigo enfocado, de forma bem sucinta e um tanto quando genéricas, questões alusivas ao universo educacional e a violência. No dia anterior em que a reflexão estampava as páginas do jornal, este periódico trouxe como matéria principal a informação de que um aluno de 14 anos, que frequentava uma escola pública na cidade, estava espalhando terror aos demais colegas por intermédio das redes sociais, pegando carona na tragédia que se abateu em uma escola de Suzano – cidade da Grande São Paulo. O assunto é complexo e requer uma análise mais detalhada do principal envolvido e suas relações, começando pelo núcleo familiar e o fato de o mesmo ser reincidente nesse tipo de transtorno no interior das instituições de ensino de Penápolis.

 

Turismo

Deixando esse universo para um outro momento, o assunto agora é lazer. Quem estiver pensando em ter uns dias de férias do corre-corre diário é só procurar o departamento de Turismo do Sindicato do Comércio Varejista de Penápolis, falar com a guia de turismo Cristina. Para o mês de maio, entre os dias 8 a 15, há uma viagem ao SESC Bertioga. Quem já foi, sempre recomenda aos amigos e quem ainda não foi, dá tempo de se organizar e passar uma semana na praia. E-mail: gildassociais@bol.com.br; gilcriticapontual@gmail.com. www.criticapontual.com.br.

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