Olhar Crítico

Coletivo

Começo meus olhares dominicais, o primeiro do último mês do ano, tratando dum assunto que vem martirizando os usuários do transporte coletivo em Penápolis. Vários penapolenses que se utilizam diariamente do serviço, seja para se deslocarem ao trabalho ou outra atividade qualquer, estão fartos com a qualidade duvidosa do que lhes são ofertados diariamente. De acordo com uma dessas fontes, que preferiu o anonimato, não há um só dia em que a paciência daqueles que têm no sistema o seu veículo de locomoção, é testada.

 

Ponto

Em vários locais da cidade existem os chamados ponto de coletivos, nos quais os usuários esperam o ônibus chegar, entretanto, quando acenam para que o veículo pare, o motorista passa direto ou para bem longe do local em que a pessoa está. Quando os passageiros vão falar com o condutor sobre o ocorrido, este informa que não viu a pessoa. De acordo com esses usuários, um dos problemas pode ser justamente a questão da velocidade com que os veículos trafegam pelas vias. Por conta desse problema, é possível observar o motivo porque os carros não param perto das guias e sarjetas para facilitar que os usuários desçam do automóvel. Parece-me que as reclamações são feitas diariamente, sem que os problemas sejam resolvidos e olha que tem um vereador que foi eleito justamente usando a adjetivação de ser motorista do sistema, portanto, creio que ele possa auxiliar esses usuários com relação à qualidade duvidosa do serviço prestado.

 

Homenagem

Já havia adiantado aqui a homenagem póstuma que seria feita ao policial civil João Henrique Duarte Oberg, falecido há cinco anos. A outorga, proposta pelo deputado estadual Roque Barbieri, diz respeito ao nome do prédio histórico de Penápolis que abriga o 1.º Distrito Policial de Penápolis. Conforme consta em reportagem publicada neste jornal na última quinta-feira, a família de João Oberg pretende, em breve, afixar uma placa no local com a homenagem póstuma.

 

Almoxarifado

Outra situação apontada aqui há algum tempo diz respeito à transferência do Almoxarifado da Prefeitura, que funciona em área próxima ao Daep (Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Penápolis). Conforme relatei naquela época, a intenção é transferir o funcionamento do órgão para o recinto de exposição Jandira Trench. Há quem não goste da alteração, entretanto, é preciso verificar se os trâmites são legais; se a população foi ouvida, através dos mais diversos conselhos comunitários e os vereadores. Pelo que sabe, a ideia é privatizar a área para custear o 13.º salário dos servidores. Entendo que a questão é mais emblemática e não pode ser feita dessa maneira, usando essa justificativa. Tenho cá as minhas dúvidas, entretanto, que a população se mobilize para não chiar depois, como se tem visto em momentos em que prédios históricos são demolidos por falta de uma política pública de preservação da memória de Penápolis.

 

Calvário

É! Parece que o calvário do atual mandatário com a Justiça não cessa. Desta vez, o Promotor Público, Fernando César Burghetti quer que a prefeitura pague uma dívida de R$ 2,3 milhões junto ao CISA (Consórcio Intermunicipal de Saúde). Mesmo que o arauto local diz que é somente uma solicitação do MP local, no afã de desqualificar a ação, é preciso ter claro que o problema existe e por determinação do chefe do Executivo, o município que sediava o Consórcio, deixou o órgão e que há pendencias a serem equacionadas. Portanto, o tema não pode ser tratado da maneira como vem sendo, inclusive com farpas entre os lados envolvidos na peleja, ou seja, a presidência do CISA e o prefeito penapolense. E olha que não é especulação deste colunista, tendo em vista que a problemática se tornou pública ganhando as páginas dos jornais que circulam na cidade.

 

Teatro

Se por um lado, o prefeito segue seu calvário com a Justiça local, por outro pode comemorar um alívio em seus ombros. No próximo dia 05, ele irá inaugurar o novo Teatro Municipal Maria Teresa Alves Viana que estava fechado há algum tempo para uma reforma geral. As obras tiveram início na gestão do antecessor deste que comanda a cidade hoje, o ex-prefeito João Luís dos Santos (PT). O motivo do atraso, como quase todas as obras espelhadas pelo Brasil, por problemas administrativos e burocráticos. Mas deixando essas questiúnculas com os eleitores nas próximas eleições, – o poder é deles e não dos arautos que se vangloriam de serem isso e aquilo, mas que as escaramuças investigadas pela Justiça deixam bem claro que a situação é outra – é preciso acrescentar que a cidade ganha mais um espaço cultural. Parabéns ao prefeito!

 

Trânsito

Outro dia eu conversava com o secretário de Mobilidade Urbana de Penápolis, o ex-vereador Mauro Olympio dos Anjos e confesso-te meu caro leitor, não senti firmeza de que o trânsito penapolense será, finalmente, municipalizado conforme prevê o CTB (Código de Trânsito Brasileiro). Escrevi aqui há algum tempo que acreditava na adoção da medida, contudo, já não estou tão certo assim! É interessante notar que a temática gera muita verborragia já há algum tempo, sem que nenhum prefeito tome a iniciativa de colocar a coisa em prática. Desta forma, essas bicicletas motorizadas, que tanto temor tem causado aos nossos motoristas, principalmente no período noturno, continuarão a tirar o sono daqueles que conduzem seus automóveis. Mas é esperar para ver no que vai dar, contudo, não se pode ficar só esperando que a solução venha do céu. É preciso empenho de todos, principalmente dos vereadores que devem estar atento a tudo e não apenas serem chancelas dos atos administrativos.

 

Literatura

Acho que para este final de semana cairia bem à leitura dos dois volumes do romance Os miseráveis, do escritor realista francês Vitor Hugo. Esse autor Oitocentista tem uma trilogia que versa sobre o ser humano e sua essência. A sua abordagem é distribuída em outros dois livros: Os trabalhadores do Mar e Nossa Senhora de Paris. Mas temos também o romance O retrato de Dorian Gray, do irlandês Oscar Wilde. É isso. E-mail: gildassociais@bol.com.br; gilcriticapontual@gmail.com.br. www.criticapontual.com.br.

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