Olhar Crítico

Educação

Nesta última coluna deste mês de Maio, aproveito o ensejo para parabenizar a equipe de voleibol masculino infantil da EE João Teixeira Sampaio pelo bicampeonato nos Jogos Escolares do Estado de São Paulo (JEESP). A equipe, que já havia conquistado o título em 2017, repetiu o feito este ano. Desta forma, o time treinado pelo professor de Educação Física, Carlos Roberto Diogo, “Lalo”, repetiu a dose, indicando que leva a sério a competição. Já na categoria Mirim, na mesma modalidade, os estudantes foram campeões na fase regional dos jogos e agora disputarão a competição no âmbito estadual. Sendo assim, amplio os parabéns para toda a equipe educacional – técnica, pedagógica e de serviços –, a vitória é de todos que fazem aquela unidade escolar funcionar.

 

Tecnologia

E já que estou tratando de educação, esporte, entre outros, estenderei as observações para o campo da tecnologia, principalmente agora que o mundo não vive sem ela. Os alunos do 7.º ano do Colégio Futuro/COC que participam do curso de Robótica oferecido por aquela instituição, apresentaram um projeto que poderia solucionar, caso fosse colocado em prática, o problema das cancelas que foram desativadas recentemente em Penápolis, não sem provocar polêmicas e muito palavrório e um zum-zum danado! Pelo que pude compreender, o procedimento seria simples com cancelas eletrônicas ativadas pelas locomotivas que puxam os vagões. Isso aconteceria quando estas se aproximassem dos pontos de cruzamentos com as ruas que cortam a linha férrea. De qualquer forma, por ser um curso que objetiva proporcionar aos estudantes do ensino fundamental 2 um contato com o universo da robótica, os alunos que criaram o protótipo estão de parabéns.

 

Partidos

Deixando a esfera educacional, esportiva e tecnológica para outro momento e ingressando no mundo da política, não ainda no plano nacional neste momento em que os caminhoneiros colocaram o país interior de joelho, mas no campo local, onde novos partidos políticos começam a se organizar. Informações que chegaram até este colunista dão conta de que o Partido Novo começa a ser organizado em Penápolis. Num primeiro momento, os articuladores da legenda na cidade estão divulgando a agremiação e as primeiras ideias que circundam o partido, para noutra sequência, ser formado o diretório municipal. O projeto, segundo um dos articuladores do futuro Novo penapolense, é arregimentar um número significativo de filiados para que o diretório possa se manter, inicialmente sem os recursos oriundos do fundo partidário. Está é uma bandeira que os articulares defendem, isto é, se manter sem recursos públicos.

 

História

Outro dia um aluno me interpelou sobre os motivos que levam um indivíduo a estudar o pretérito duma determinada sociedade. Eu, do meu lado, respondi, pensando no Brasil e na crise que assola o território, principalmente no campo da política. Informei-lhe que é necessário que o cidadão com cidadania, e também aquele sem cidadania, compreenda as alterações que a sociedade brasileira vem passando, já que é através das mudanças que se pode entender a atual crise. Observação semelhante faz o ex-presidente da República, o cientista social Fernando Henrique Cardos (PSDB) – inaceitável para muitos brasileiros que, em virtude disso se recusam a ler o que ele escreve – em seu último trabalho Crise e reinvenção da política no Brasil – juntamente com a obra do filósofo e professor da USP (Universidade de São Paulo) Ruy Fausto Caminhos da Esquerda – pode ser útil aos que têm intenção de abandonar o campo do senso comum quando o assunto é política brasileira.

 

Transformações

“Se não entendermos a amplitude das transformações pelas quais a sociedade contemporânea passa, ficaremos circunscritos à crise moral que afeta os partidos; ela, entretanto, se insere no processo mais amplo de mudança estrutural pelo qual passa o Brasil”, afirma FHC em sua obra. Essa observação faz com que o leitor passe a refletir um pouco mais sobre o Brasil que emergiu das urnas em 2014, tendo no meio do caminho o impeachment de uma presidente, que muitos de seus correligionários ainda insistem em chamar de golpe, esquecendo-se talvez de que Collor passou pelo mesmo processo no começo da década de 90, todavia, naquela ocasião, os mesmo que hoje afirmam que Dilma foi deposta, dizem que o ex-presidente Fernando Collor saiu por pressão das forças democráticas que emergiam na sociedade na época. De qualquer forma, me parece que a leitura do livro de FHC, bem como de Ruy Fausto e do sociólogo e professor da UNICAMP, Marcelo Ridenti, Política pra quê?, são imprescindíveis.

 

Davi….

Para não agastar muito os meus leitores com as coisas advindas da capital candango, eu retorno às coisas de Maria Chica. Achei interessante a peleja entre o Cisa (Consórcio Intermunicipal de Saúde) e o atual prefeito de Penápolis. A presidente do conselho de prefeitos, a chefe do Executivo de Alto Alegre disse, em matéria divulgada por este jornal, no meio da semana que se foi, poucas e boas ao arauto penapolense e do tucanato local. Não adentrarei no mérito das adjetivações perpetradas pela alto-alegrense, entretanto, há algo de podre nos bastidores dos poderes na Comarca, pois a forma como Helena Berto, do PV alto-alegrense se dirigiu ao administrador penapolense, pode ser uma significativa indicação, como por exemplo, do excesso de preciosismo de uma das partes que talvez queira empurrar goela abaixo sua forma de fazer política. E pelo que vejo essa maneira não é a da prefeita de Alto Alegre!

 

… Golias

Nessa guerra, quase que bíblica, ou seja, entre Davi e Golias – o primeiro, se tornou rei dos Judeus, e o segundo era rei dos Filisteus [Povo da Palestina] – quem sai derrotada é a população. Primeiro, ao que tudo indica e ai é uma observação de quem está de fora da peleja entre os prefeitos, tudo poderia ser resolvido de uma maneira mais serena possível. Desta forma, na condição de expectador dessa partida ideológico-partidária, me parece que as parcelas que a empresa, proprietária de um laticínio que está sendo construído na cidade, irá pagar para os cofres públicos bem que poderiam ser encaminhadas para quitar a dívida de Penápolis com o Cisa. Pelo menos eu vejo desta forma, entretanto, não sou douto em finanças públicas e nem pequenas questiúnculas partidárias e regionais. Mas, me é possível dizer que criar um Cepen (Centro de Especialidades de Penápolis) não é a saída plausível, mesmo que se esteja pensando num futuro, sabe-se lá quando, num AME cantado em prosa e verso, porém, sem concretude até o momento. Mesmo porque os débitos de Penápolis junto ao Consórcio Intermunicipal de Saúde não desaparecerão. E-mail: gildassociais@bol.com.br; gilcriticapontual@gmail.com. www.criticapontual.com.br.

 

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