Olhar Crítico

Conquista

Ao que tudo indica, não foi somente na Maratona Cívico Cultural deste ano que os alunos da Escola Estadual Ester Eunice brilharam entre as instituições públicas de ensino da cidade. O feito chegou também no campo esportivo, mais especificamente nos Jogos Educacionais Esportivos do Estado de São Paulo. A equipe masculina infantil de voleibol, formada por alunos daquela instituição de ensino – que figura entre as oito melhores do Estado – ficou em terceiro lugar na competição. A classificação dos estudantes é digna de nota, principalmente em tempos bicudos, em que a sociedade apedreja as escolas públicas, por um lado, mas por outro, não olha com a devida acuidade para essas unidades educacionais públicas – constantemente abordo essa questão aqui, portanto, não vou me deter nela, mas apenas e tão somente parabenizar todos os vitoriosos que foram orientados durante a competição pela professora-educadora física e treinado, Marileide Ferracini.

 

Futuro

E já que a temática é esportiva e sua interligação com a educação, outra escola que marcou de forma significativa sua presença nesses Jogos Estudantis, foi o colégio Futuro e sua equipe de Handebol masculino que terminou em primeiro lugar na fase municipal, conquistando o direito de representar a cidade na próxima etapa da competição na cidade de Águas de Lindoia. Os atletas, que venceram o time do Anglo, estiveram sobre o comando do professor e educador físico Eduardo Alberton. Alvissareiro o título, pois os grandes vitoriosos foram os pais que enxergam a educação enquanto investimento e não despesa, como muitos entendem em vários recônditos brasileiros – talvez por isso que ainda somos um país em desenvolvimento econômico regido por uma casta de políticos mais afinada com a corrupção do que em defender os interesses da coletividade, mas ai é outro assunto e não cabe no momento em que as duas escolas penapolenses têm muito coisa a comemorar junto com seus alunos-atletas.

 

Abandono

Se por um lado, comecei os meus aforismas dominicais de hoje abordando duas vitórias, nesse terceiro tópico não seguirei a mesma toada, já que a semana, que terminou ontem, começou de forma complexa. Explico: uma recém-nascida foi abandonada defronte a uma casa, portando, junto à sua pequena existência, um cordão umbilical indicando que acabara de vir a esse mundo, às vezes insano. Deve-se ficar indignado diante da possibilidade de a mãe dessa criança ter passado despercebida por muitos, inclusive pelos próprios familiares a ponto de a mesma ter abandonado a filha que gestou por nove meses dentro de seu ventre. Fala-se tanto em humanismo – não confundir com o humanitismo de Quincas Borba, personagem cômico criado por Machado de Assis -, de humanitarismo, solidariedade, amor fraternal e cristão, mas quando se depara com um ato destes fica-se com a seguinte interpelação: para onde caminha a humanidade?

 

Solidão

Não tenho capacidade de julgar, sentenciar a mãe, primeiro porque não a conheço e nem sei de qual meio social veio ou foi edificada enquanto ente social e racional, entretanto, meus olhares se dirigem à sociedade, mais especificamente os setores de saúde e o social de nossa cidade que, de alguma forma, deixaram essa criança ser colocada em uma calçada – que não é a da fama na qual as estrelas de Hollywood pisam para se imortalizarem no rol da fama.  Como a gravidez foi mantida no anonimato? E o pré-natal, como foi realizado? Quem é a mãe e quem é o pai? Será que ainda vivemos, em pleno século XXI, período em que a mulher é obrigada a esconder sua condição de grávida, a ponto de ter feito o parto do seu filho, sozinha? Interpelações que não querem cessar, mesmo que o bebê seja adotado, como era e continua sendo o desejo de muitos casais que lutam incessantemente para ter uma criança para iluminar suas existências.

 

Educação e…

Diante das colocações feitas nos aforismas acima, constata-se que tudo, ou melhor, o futuro, e, quem sabe o presente almejado no ontem, tem início nos processos educacionais, é preciso que os educadores penapolenses se atentem para a realização do 9º Parlamento Jovem, promovido pela Câmara Municipal de Penápolis. O programa, proposto pelo então vereador João Luís dos Santos (PT) – posteriormente ocupou por dois mandatos o cargo de prefeito da cidade e hoje atua na área educacional ocupando o posto de supervisor de ensino da Diretoria de Ensino do município -, ocorrerá no próximo dia 22 de novembro nas dependências do legislativo da cidade. Excelente iniciativa, principalmente agora que a sociedade brasileira e a política nacional estão carentes de lideranças, pois os partidos, e seus respectivos arautos, estão chafurdados na lama da corrupção que varre os chiqueiros palacianos através de mutretas e escaramuças edificadas nos bastidores dos poderes constituídos nos mais de cinco mil municípios espalhados pelo Brasil afora.

 

… Política

É significativa a realização parlamento jovem, pois quem sabe os estudantes secundaristas comecem a pegar gosto pela política, mas não aquela que tem como exemplos o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus asseclas, bem como aqueles que veementemente o defendem sem levar em conta as provas que comprovam os crimes praticados pelo líder messiânico! Claro que a corrupção que grassa a Nação não pode ser atribuída apenas a esse ex-presidente, mas também a alguns integrantes do PSDB que, nos dizeres do filósofo e professor emérito da USP, José Arthur Giannotti, já acabou. E o que dizer do PMDB? Esse então nem se fale! Não há um dia sequer que essa legenda não apareça ligada aos políticos acostumados a se enriquecerem as expensas dos cofres públicos com os famosos pedágios de obra aqui e ali. Se se vasculhar a história recente do Brasil, desde a redemocratização, verificar-se-á que os atos corruptíveis encontrados, tem um quantum significativo de integrantes dessa agremiação, o que é lamentável, pois mancha com sangue a contribuição peemedebista para a consolidação da democracia entre nós.

 

Escolha

E já que ainda escrevo sobre a política, encerro o expediente de hoje com algumas perguntas dentro da cabeça: o eleitor vota em homens ou partidos? Ou em políticos públicos e suas maravilhosas máquinas partidárias? Ou as legendas não têm tanta importância assim, já que o que interessa mesmo é convencer o eleitorado de que se é uma mercadoria que satisfaz as necessidades específicas de seus consumidores, como diz Karl Marx no célebre primeiro capítulo do clássico O capital! Responder a essas perguntar requer daquele que acabar de ler os aforismas acima, além de um pouco de conhecimento de política, do projeto de construção deste país que nunca deixou de ser uma mera proposta que tem fulcro na construção da cidadania. Voltarei a isso em momento alvissareiro. Por hoje é só! E-mail: gilbertobarsantos@bol.com.br, gilcriticapontual@gmail.com, social@criticapontual.com.br. www.criticapontual.com.br.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *