Olhar Crítico

Educação

Começo os meus aforismas dominicais, parabenizando a direção e a equipe do ensino fundamental da Escola Estadual Ester Eunice pela conquista do 3º lugar na 43ª edição da Maratona Cívico Cultural Semana da Pátria, promovida pela Augusta Loja Maçônica “Estrela Noroeste do Brasil” de Penápolis. A minha outorga, quiçá a colocação daquela instituição de ensino no evento, está escudada em vários fatores, entre eles, o descaso, via governantes, que a sociedade tem para com a escola pública e a educação de um modo geral. Não adentrarei aqui nessa peleja, pois muitos já sabem disso, mas quando se pensa nas decisões a serem tomadas para melhorar a área, ai é aquele jogo de empurra: o Estado culpa deus e todo mundo, começando pelos professores; os pais também responsabilizam os docentes pelas sucessivas derrotas profissional dos seus filhos e o profissional do setor fica entre a cruz e a espada sendo satanizado por todos!

 

Sem professores

E é justamente por conta dessa peculiaridade que entendo que os estudantes dos 9ºs anos da escola Ester Eunice alcançaram êxito. Não farei comparações com as demais instituições de ensino que participaram da Maratona e conseguiram melhores colações, mas enfatizarei que os alunos que participaram do evento pela escola pública merecem o destaque justamente porque, no primeiro semestre inteiro do ano letivo de 2017 não tiveram professores de Geografia e, vira e mexia, estavam de aula vaga de História justamente por conta da ausência de docentes das duas disciplinas e as provas da Maratona eram sobre as duas disciplinas. O problema foi parcialmente resolvido agora no segundo semestre, entretanto, a problemática permanece: por que será? A culpa é de quem? Da gestão da escola? Claro que não! As aulas vão e voltam da atribuição, sem que alguém as assuma e a vida vai seguindo e os estudantes esforçando-se para caminhar e é, neste sentido, que o terceiro lugar na Maratona é uma vitória, dada as circunstâncias que os participantes do Ester Eunice vivenciaram durante a preparação para o evento.

 

Vitória

E já que a temática é educação, aproveito o ensejo para parabenizar a adolescente Manuela Vasconcelos Rocha Silva, aluna do Colégio Futuro/COC pelo segundo lugar na Avaliação Nacional do COC. O feito da estudante é digno de observação por que ela superou 7.830 alunos que passam bimestralmente pelo processo avaliativo no Brasil todos. Àqueles que convivem diariamente com o sistema pedagógico do COC compreendem muito bem o que significa o segundo lugar para Manuela. O seu feito é alvissareiro por ser resultante de um trabalho que a instituição de ensino particular de Penápolis realiza desde a sua criação e melhorado a cada ano letivo que se encerra. Mas também não é somente fruto da própria vitoriosa e da equipe gestora do Futuro, mas, sobretudo dos pais da discente que veem a educação como investimento e não como gasto. O resultado só pode ser este!

 

Paróquias políticas

Ainda no campo educacional destaco aqui o desfile de Sete de Setembro. Entre muitos erros e outros mais acertos, eu evidencio aqui os discentes do Ester Eunice que se apresentaram no evento que destaca o amor a Pátria através do dia em que todos deveriam ressaltar o sentimento positivo em relação ao país que moram. É interessante notar que cresce o número de brasileiros insatisfeitos com os recentes acontecimentos na política nacional, porém acabam se esquecendo de que a prática política começa nas paróquias, onde são escolhidos os prefeitos, seus vices e os vereadores, sendo a Câmara Municipal o retrato fiel da sociedade que elegeu seus ocupantes. Neste sentido, quereria eu poder construir um universo no qual os eleitores das últimas eleições municipais pudessem escolher seus representantes nos legislativos: será que optariam novamente pelos atuais vereadores? Com a resposta à própria sociedade.

 

História

Um dia desses citei aqui nos meus aforismas, meu descontentamento pela eliminação das cancelas que estão instaladas nas ruas que são cortadas pelo histórico trilho em que as composições férreas deslizam levando mercadorias, combustíveis de um lado a outro do Brasil. Como todos sabem, Penápolis foi desenvolvida inicialmente às margens dos trilhos e não do Ipiranga onde começou a independência brasileira, inclusive tenho um amigo jornalista que usou como título de seu trabalho de finalização de curso o sugestivo título: Penápolis nos trilhos da história, no qual, pude dar uma pequena contribuição na qual faço uma análise sobre os destinos da Terra de Maria Chica a partir de determinado governo que priorizou a área social, “perpetuando” o gestor que quebrou as práticas existentes até então. É interessante notar que o trabalho realizado outrora chegou a alguns países europeus, como por exemplo, a Polônia.  De lá para cá, muita coisa mudou, entrou prefeito e saíram chefes do Executivo, sem que aquele feito fosse superado por outro de tal envergadura!

 

Segurança

Deixando essas histórias que, para muitos podem parecer historietas, para outro momento e me concentrando na questão das cancelas e suas futuras inexistências, destaco aqui que, em contato com membros da diretoria do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) da cidade, obtive a informação de que o órgão não foi consultado pela administração municipal no que diz respeito à retirada das cancelas nos cruzamentos das ruas com a linha férrea. Ai fica uma pergunta: o problema não é de segurança? Parece-me que somente carros, motos é que passam por esses dispositivos, portanto, apenas sinalizações de solo e áreas como os sinaleiros podem coibir atropelamentos e outros acidentes entre veículos e as composições! Até ai, posso compreender, mas pelo local não trafegam pessoas? Como ficam os deficientes auditivos e os cadeirantes? Diante dessas interpelações e do fato de que o Conseg não foi consultado, entendo que a decisão foi tomada de cima para baixo, o que muitos chamam de arbitrariedade, todavia, como Inês já é morta, o negócio parece que se restringe às rezas para que nenhuma tragédia aconteça e vidas sejam ceifadas como as perdas ocorridas outrora. E-mail: gilbertobarsantos@bol.com.br, gilcriticapontual@gmail.com, social@criticapontual.com.br. www.criticapontual.com.br.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *