Olhar Crítico

Esporte

De imediato, nesse último domingo de junho, parabenizo os irmãos caratecas penapolenses, Gabriel Fernandes Baio e Daniel Fernandes Baio pela participação na etapa classificatória para o Campeonato Brasileiro de Karatê. O evento, realizado no Centro Esportivo Tancredo Neves em Vitória (ES), ocorreu entre os dias 08 e 11 de junho, contando com 1.372 atletas dos Estados da Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins. Todos os participantes de Penápolis conseguiram importantes resultados.

 

Classificação

Os irmãos Gabriel e Daniel Baio, que são alunos do Colégio Futuro, disputarão a final da competição brasileira que será realizada em Outubro em Salvador – capital baiana. Eles garantiram esse direito pela classificação no torneio realizado no Estado capixaba. Gabriel ficou em primeiro lugar em sua categoria – 14/15 anos [até 50 quilos]. Daniel ficou em terceiro na faixa etária sub12 anos [menos de 40 quilos]. Pelo feito, os dois atletas, bem como toda a equipe, estão de parabéns e espero que a comunidade penapolense e os empresários olhem com acuidade para esses jovens e auxiliem os caratecas na viagem que empreenderão em outubro para participarem da final nacional. Acho que podem começar desde já para que não deixe tudo para a semana final e todos os atletas fiquem desesperados para conseguir arrecadar fundos.

 

Prevenção

Tenho escutado muito coisa aqui e ali sobre outras tantas mazelas sociais, econômicas e psíquicas que têm colocado nossos jovens na condição de reféns do tráfico de drogas e do consumo de diversos tipos de entorpecentes e que, o esporte seria o caminho e a área responsável para evitar que isso continue a acontecer, ceifando, não só a vida biológica, mas também a econômica e profissional de crianças e adolescentes que podem se tornar homens de grande envergadura social. Se isso é fato, e tendo a crer que sim, então cabe a sociedade, principalmente àquele setor detentor em que as mais diversas formas que o capital se personifica, investir e, não querer capitanear esse processo em benefício político, ou pensar que se trata de custo, como muitos fazem quando o assunto é educação contabilizando o dinheiro, direcionado ao setor, como gasto.

 

Júri literário

E já que a temática é a educação, não posso deixar de enfatizar aqui o maior escritor brasileiro: Machado de Assis que, caso fosse vivo, teria feito 178 anos no dia 21. Pois, como ninguém chegou a essa idade, então, celebremos suas obras e sua genialidade. Um desses romances foi tema de um júri literário realizado no campus do Colégio Futuro. Os alunos dos nonos anos analisaram a enunciação presente em Dom Casmurro – como se o seu enredo fosse uma peça processual em que a ré era a personagem-heroína Capitolina de Pádua Santiago acusada de adultério pelo seu marido, carcomido pelo ciúme e pela dúvida. Excelente exercício literário, promovido pelo professor Rodrigo Santiago. O júri foi composto por 13 pessoas, entre alunos, equipe pedagógica e pais de alunos, entre eles o vereador e advogado Rodolfo Valadão. O veredicto foi nove votos pela condenação de Capitu contra os quatro daqueles optaram pela absolvição da heroína Oitocentista.

 

Veredicto

Caro leitor, se não gostou do veredicto, então que tal relermos – para quem já percorreu aquelas páginas e àqueles que ainda não o fizeram, ler, os 148 capítulos que compõem a enunciação e apontarmos se Capitu traiu mesmo o seu ciumento amado, o advogado Bento Santiago. Eu tenho cá minhas dúvidas se realmente aconteceu alguma traição da esposa-amada e, se tudo não passou de paranoia do esposo que aproveita sua estada na Terceira Idade para recordar os fatos passados. É importante lembrar que, Ecléa Bosi em seu livro Memória e sociedade afirma que nessa fase da vida, a memória do indivíduo costuma ser seletiva, portanto, este escolhe as lembranças para narrar a quem está disposto a ouvir. Nesse caso, as enunciações feitas por um advogado atormentado que recebe a alcunha dos vizinhos de “Casmurro”, dai o título da obra Dom, podem ter sido selecionadas deliberadamente pelo narrador Quem topar a empreitada, depois de ler o romance é só enviar-me por e-mail o que achou e eu irei publicar aqui nesse espaço a cada domingo uma resposta.

 

Assessoria

Deixando o universo literário para outro momento e enveredando-me pelo mundo da política, mais especificamente a local. Há um zum-zum-zum na cidade dando conta de que os nossos representantes no legislativo querem criar ou abrir brechas para que cada um tenha um assessor parlamentar, a exemplo do que acontece nos parlamentos estaduais e no Congresso Nacional. Se isso for fato, e, sinceramente espero que não passe de boatos, a coisa se torna complicada, ainda mais que se tem um movimento na cidade propondo a redução das subvenções que os vereadores recebem mensalmente na casa dos R$ 4 mil. De qualquer forma, o povo com cidadania deve ficar atento, pois já tem alguns vereadores que possuem assessores – está certo que custeado com as próprias subvenções que recebem da Câmara, mas para oficializar isso é um passo.

 

Interpelações

Como perguntar ainda não ofende: por que, ao invés de ficarem preocupados se podem ou não ter assessores, não vão fiscalizar os atos do Executivo, como por exemplo, se procede ou não o zum-zum-zum segundo o qual a prefeitura estaria pagando aluguel para uma empresa do ramo esportivo na cidade, o que é proibido pela LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal)? Ou ainda, analisar o pagamento excessivo de horas-extras a determinados servidores, enquanto as farmácias públicas e o setor de saúde estão com sérias dificuldades para repor medicamentos e outros produtos usados nos tratamentos médicos! Como não dá tempo para fazer isso, os patos é que pagam o pato. Mas deixando as patolândias e patagônias para outra ocasião, voltemos aos nossos representantes e a chuva de queimada que caiu sobre a nossa cidade na última sexta-feira! A culpa é de quem? Não está proibido esse tipo de poluição? Não tem nenhuma lei municipal que puna, de forma severa, o proprietário da terra em que a plantação de cana está e esta seja queimada? Será que nossos vereadores vão mandar os munícipes procurar o Ministério Público? E olha que o MP local já entrou com recurso no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo por conta da sentença proferida pela Justiça de Penápolis no caso das esmeraldinas. Enquanto o TJ não julga a petição, que tal assistir ao filme Tudo por uma esmeralda? E-mail: gilbertobarsantos@bol.com.br, gilcriticapontual@gmail.com, social@criticapontual.com.br, www.criticapontual.com.br.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *