Olhar Crítico

Investimento

Em tempos de “vacas magras”, como se diz no jargão popular, qual é o melhor investimento para a família? A interpelação leva sempre em conta que o ser humano deveria lidar com as finanças de uma forma racional e objetivando um fim, transformando o seu mundo econômico numa ação social à lá Max Weber (1864-1920), isto é, por meio de uma ascese monetária que o levará a vislumbrar o mundo edênico, tão preconizado em várias vertentes religiosas. Quem é só, sabe como trilhar os espinhos em direção à segurança financeira, agora aquele que criou uma família também poderá ter suas facilidades, todavia, a jornada poderá ser mais árdua dependendo da maneira como os filhos estão sendo criado de forma que exista uma sintonia entre marido e mulher.

 

Educação

Parece-me que o melhor investimento ainda é a educação que possibilita a ascensão social do conjunto familiar, desde que todos os integrantes falem a mesma língua. Do contrário, será aquele zum-zum danado e ninguém acaba tendo razão. Neste sentido, é que em tempos de dificuldades, os pais costumam depositar toda a esperança nas costas dos filhos, buscando se livrarem dum pretérito nada aprazível. Tudo isso que acabo de escrever, parece ser fácil de concretizar, entretanto, não é! Ainda mais quando se vislumbra que jovens e adolescentes estão conseguindo espaços nas principais universidades brasileiras e de América Latina, como é o caso da UNESP.

 

Caloura

Foi exatamente o que ocorreu com a jovem Laís Pereira Buranello. Ela é a mais nova caloura no curso de Física Médica oferecido pela UNESP (Universidade Estadual Paulista) em seu campus de Botucatu. É preciso recordar que Laís foi minha aluna na disciplina de Filosofia, cujas aulas eram ministradas aos sábados à tarde na UP-Pré-vestibular. Hoje olhando para o ontem, posso afiançar que ela, juntamente com seus familiares, fez o melhor investimento, não só monetário, mas também emocional focando o objetivo final daquele momento: ver-se entre os ingressantes no curso de Física Médica duma conceituada universidade brasileira. Desde já desejo a ela sorte na nova empreitada e sucesso na vida profissional.

 

Política

Deixando para outro momento a temática de investimento educacional e voltando a minha atenção para um tema que, no fundo no fundo, acaba desaguando no universo da educação. A abordagem será a famigerada política que muitos dizem não gostar, mas bem que adoram palpitar, mas desde que a opinião não seja tão comprometedora, mesmo porque em tempos de coronelismo disfarçado e outros tipos de mordaças, o que se diz pode sepultar currículos, para ficar apenas nesse viés da vida e no âmbito profissional. É comum observar que o cidadão tem uma formação invejável, porém, em determinado momento fez um comentário que desagradou este ou aquele fulano que se quer dono do poder ou, o que foi propalado, amargou o jantar de determinado grupo político.

 

Pendengas

Bom! Tecidas as linhas explicativas, vamos ao que interessa: as rusgas entre os integrantes do Solidariedade e o prefeito interino Rubens Bertolini. O presidente estadual da legenda, conforme eu havia adiantado aqui há 15 dias, esteve em Penápolis para ver in loco a pendenga entre legenda e o chefe do Executivo que, de interino, almeja ficar no assento por 48 meses – até ai nada de mais, pois qualquer indivíduo que esteja gozando de seus direitos políticos [esteja elegível e não inelegível], e seja filiado a uma agremiação partidária, pode acalentar tal objetivo. Todos são cônscios do começo desse imbróglio: a pecha de Judas Iscariotes destinada ao atual mandatário existe porque o cargo de prefeito está vago e este, por maioria – como muitos gostam de dizer – se tornou o camerlengo penapolense. Entretanto, ao que tudo está indicando, esse não era o desejo dos seus correligionários e principais lideranças municipais da cidade.

 

E dai?

Mas e daí? O presidente veio, realizou-se uma festa e todos fizeram as pazes, mesmo porque é interesse da agremiação que fez um vereador – justamente Rubens Bertolini – ocupar o cargo máximo da cidade. Não! A principal liderança do Solidariedade em Penápolis, o sindicalista Cristiano Alves de Souza Cruz não fala a mesma língua do prefeito interino que, diga-se de passagem, não queria o diálogo com Souza, mas diante das consequências de tal rebeldia, teve que dar a mão a palmatória e buscar um consenso, todavia, os ventos que sopram lá dos lados do grupo em torno do sindicalista, indicam que não haverá apoio ao chefe do Executivo interino quando uma nova eleição for marcada em um novo alvorecer político. Mas de qualquer forma, na próxima terça-feira haverá uma reunião com o pessoal que circunda o sindicalista para que todos usem em uníssono o mesmo discurso: não as pretensões de Rubens Bertolini de deixar de ser prefeito interino e passar a governar a cidade por 48 meses, caso seja essa a vontade das urnas e as leis deixarem.

 

Para que servem ….

E por falar em leis, cabe aqui uma singela interpelação: para que elas servem mesmo? Em linhas gerais, pode-se dizer que numa sociedade democrática são criadas pelos legisladores, representantes do povo, objetivando o bom ordenamento da convivência em sociedade, bem como manter uma relação equilibrada entre o Estado e os cidadãos. Desta forma, os códigos elaborados pelos escolhidos pela massa, devem ser utilizados contra aquele que desrespeitou seus preceitos. Conforme John Locke (1632-1704) nos lembra, elas são feitas para que o indivíduo possa viver em liberdade, contudo, limitado pela legislação. De modo, que os juízes, magistrados e ministros da Corte Suprema observam sempre quando as leis são desrespeitadas, entretanto, para que a injustiça não de o ar da graça, há os tribunais superiores objetivando corrigir qualquer equívoco cometido na chamada sentença de primeira instância.

 

… As leis?

Só para encerrar os aforismas deste domingo, dia em que minha irmã caçula, Eliane Francisca Pereira dos Santos Caldeira aniversaria, me recordo da passagem de uma personagem do filme Anjos e Demônios. O diálogo acontece no final da película e o novo camerlengo pede ao seu interlocutor – um pesquisador de Harvard – que seja compreensível, pois o homem é falho. Acho uma das passagens mais significativas não só do filme, mas também do livro que originou a película, entretanto, me parece que não seja possível transgredir a norma, que vale para todos, e depois achar que a lei está errada! Como dizia Machado de Assis, antes de mudarmos as leis, devemos transformar os homens: mas como fazer isso se a presunção e a vaidade os cega diariamente? É isso ai! E-mail: gilbertobarsantos@bol.com.br., social@criticapontual.com.br., gilcriticapontual@gmail.com. www.criticapontual.com.br.

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