Olhar Crítico

Deserção

Começo os meus olhares dominicais, o segundo do novo ano, trazendo aos meus leitores o zum-zum danado que está sendo esse início da administração pública sufragada no dia 1º. Informações extraoficiais dão conta de que o PSD, de Caíque Rossi que auxiliou o prefeito interino a chegar ao posto em que está, pulou fora da nau conduzida pelo chefe do Executivo Rubinho Bertolini (Solidariedade). Há quem diga que o enlace do matrimônio político durou pouco, justamente porque o acordado entre as partes, isto é, o atual alcaide e o Partido Social Democrata não chegou as vias de fato.

 

Secretariado

Se isso é fato, como é que fica então a situação dos dois secretários interinos que pertencem ao PSD? Acompanharam o chefe e pedirão exoneração dos postos? As interpelações têm sentido por que, ao que me parece, ficou evidente que os dois postos podem ter sido ofertados por conta dos votos da legenda em Bertolini. A questão é emblemática, já que existem aqueles que acreditam que os cargos foram oferecidos à dupla de ex-vereadores não por questões partidárias, mas por afinidades e amizade. Se isso é verídico, então teriam que pedir licença do PSD que não faz mais parte da base aliada ao atual prefeito. De duas uma: ou se afastam da legenda, ou se desligam e se enfileiram no Solidariedade, o que não seria entranho no mundo da política.

 

Zum-zum

Por outro lado, o zum-zum – que não é o da abelha – que corre pelos quatro cantos do orbe penapolense dá conta de que o rompimento entre Rubinho Bertolini e PSD pode estar atrelado ao desejo de o partido de Caíque Rossi querer lançar candidatura própria ao pleito de logo mais, contudo, todos são cônscios de que o prefeito interino é candidatíssimo a ficar onde está, caso seja essa a vontade do povo! A informação que chegou até este colunista dá conta de que haveria a hipótese dos vereadores Rodolfo Valadão e a Policial Ester estarem ensaiando essa candidatura, sendo que o primeiro seria cabeça de chapa e a vereadora ser sua vice. Se se procede ou não o zum-zum, tudo pode é possível, mesmo porque o trebelhar político pode apontar uma coisa hoje e outra amanhã.

 

Abalo sísmico

De qualquer forma, ao vencer o pleito para presidente da Câmara, Rubens Bertolini provocou um racha interno na sua legenda, o que é normal no universo da política. A rusga é tanta que uns afirmam existirem dois Solidariedades: aquele formado pelos amigos do prefeito interino e o outro, composto pelos correligionários que apoiavam a eleição de Ivan Samarco (PPS) para chefiar o Legislativo e de quebra, a prefeitura te forma interina. A pendenga chegou à diretoria estadual do partido que, segundo consta já teria conversado com Bertolini. Acresce-se a isso a possibilidade de vir a Penápolis alguns dirigentes do diretório estadual para tentar por água na fervura e apaziguar as coisas, contudo, existem alguns filiados que não acreditam que haverá paz entre as duas metades enquanto durar o governo interino.

 

Tentativas

Dentro desse tonel de diz-que-diz há o lado do Solidariedade que poderá tentar uma reaproximação com o PSD. Informações ainda extraoficiais davam conta de que haveria na última sexta-feira uma reunião entre um dos líderes desse segmento com o principal cardeal do PSD, o ex-vereador Caíque Rossi. Não foi possível a este colunista ter acesso aos resultados desse encontro, pois o mesmo não havia sido concluído enquanto esses aforismas eram confeccionados. De qualquer forma, me parece significativo os desdobramentos da sessão solene do dia 1º de janeiro, na qual foram empossados os novos vereadores e de quebra, o ocupante interino do Paço Municipal. Como eu disse outrora, o baile foi interessante, principalmente porque houve a dança das cadeiras, semelhante àquela brincadeira que todos conhecem em que há nove assentos e 10 pessoas em pé e o regente da orquestra diz “sentado”. Claro que alguém vai sobrar, resta saber quem?

 

Reflexão

Deixando essas questões do cotidiano político penapolense para outro momento, inclusive sobre o PV que deverá se reunir em breve para traçar as diretrizes partidárias para 2017, contudo, me mantendo no mundo da política, enfatizo um artigo publicado aqui no INTERIOR na última quarta-feira, 11 de janeiro, de autoria do deputado federal Luiz Carlos Borges da Silveira. No final de sua reflexão, intitulada Políticos priorizam interesse próprio, não do país – título que sugere diversas análises -, diz que o eleitor é o único que pode mudar o quadro dantesco da esfera da política nacional e a qualidade de seus representantes. E isso começa pela participação efetiva nesse universo através do voto. Segundo ele, o cidadão “precisa assumir a decisão de participar da política, pois a omissão nada resolve”. E agora, como é que fica?

 

Consciência

O deputado encerra o texto dizendo que a partir do momento em que o brasileiro tiver plena consciência que as mudanças almejadas, somente serão concretizadas a partir do momento em que “os políticos e as práticas nefastas forem afastados”. Desta forma, entendo que o caminho é por meio das urnas, todavia, é preciso ter claro que o postulante escolhido não pode estar em litígio com as leis e regras vigentes na sociedade e trabalhar em prol do povo e não em benefício próprio, como temos visto nos últimos anos. De qualquer maneira, fica a dica para todos nós: não é possível abdicar do poder que as leis nos conferem: participação efetiva nas decisões da nossa sociedade, pois dela depende o nosso futuro.

 

Memória

Encerro meus aforismas parabenizando o prefeito de Braúna, cidade que pertence à comarca de Penápolis, Flávio Giussiani (PTB), pelo “olhar” dedicado aos índios Caingangues e Terenas – etnias que habitam a reserva Icatu instalada dentro dos limites daquele município. Para quem não sabe, nos seus primórdios, ou seja, no início da formação das cidades e da construção da Estrada de Ferro NOB, aquela reserva funcionava como local para trancafiar os indígenas capturados na região. Posteriormente por ação dos órgãos responsáveis pela proteção aos índios, o local foi transformado em reserva. O prefeito objetiva transforma aquele espaço num museu da cultura indígena que, segundo ele, inexiste na região – há outra aldeia em Tupã, Vanuíre índia que teria passado seus últimos dias em Icatu na década de 1910. Na próxima semana, trarei outras informações sobre os indígenas de nossa região. E-mail: gilbertobarsantos@bol.com.br., social@criticapontual.com.br, gilcriticapontual@gmail.com. www.criticapontual.com.br.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *