Olhar Crítico

Educação

Não é de hoje que enfatizo, aqui, por meio dos meus aforismas e também em conversas com os leitores dos meus olhares dominicais, que o melhor investimento que os pais podem fazer em seus filhos, é a educação. Eis o retorno garantido, porém, talvez para aqueles que investem agora pode não o ser, mas sim para a prole, já que o conhecimento é a ferramenta mais importante nesse mundo global de mercadorias. Ele abrirá portas, sem o qual, serão intransponíveis. Entretanto, é preciso ressaltar que enxergar a educação dos rebentos enquanto investimento não é terceirizar os valores éticos e morais que devem ser inculcados pelos pais, mas sim, observar que o futuro depende das escolhas que se faz no presente.

 

Inovação

Desta forma, na dupla condição de pai e educador, parabenizo a direção do Colégio Futuro/COC por sair na frente mais uma vez. Explico! É a primeira escola particular da cidade a oferecer aos seus alunos, corpo docente e técnico-pedagógico, a possibilidade de fazer refeições na hora do almoço no interior do próprio campus da instituição. Quem já degustou os pratos lá servidos, comprovam a qualidade da alimentação. A iniciativa é alvissareira, tendo em vista que a unidade recebe estudantes de toda a comarca e, em virtude de haver atividades pedagógicas em período integral, faz-se necessário oferecer aos discentes a opção de fazerem ali suas refeições. Sendo assim, ponto para o Colégio Futuro e pronto! Os vitoriosos serão os pais que veem na educação, investimentos com retornos garantidos e não mais como custos a serem computados no final do mês.

 

Novas eleições

Deixando o universo educacional para outro momento – mas sempre tendo claro que ele é uma das ferramentas importantes na construção da cidadania cuja consequência será a escolha de representantes da coletividade antenados com os anseios populacionais e não de políticos que usam sempre a primeira pessoa do singular – e adentrando o mundo da política, mais especificamente a local, é grande a expectativa na cidade por conta da possibilidade de haver novas eleições para prefeito. O zum-zum é enorme e todos querem saber quem pode ou não participar do próximo pleito. Neste sentido, entendo ser útil uma explicação. Caso o pleno do TSE, após o recurso impetrado pelos advogados do atual alcaide ser aceito pelo Tribunal Superior Eleitoral, decida pela manutenção da decisão do TRE, acompanhando desta forma o voto monocrático do relator e o parecer do MPF Eleitoral, haverá novas eleições justamente porque o vencedor da peleja eleitoral teve seu registro de candidato cassado. Portanto, somente este não poderá figurar nas urnas, os demais postulantes, caso assim o desejarem, podem sim ir se preparando para a partida de logo mais.

 

Bastidores

Sendo assim, mesmo que muitos digam que estão esperando a decisão do egrégio tribunal, sabe-se que nos bastidores as conversações já estão bem adiantas. Por exemplo, o zum-zum da conta de que o farmacêutico Ivan Sammarco está propenso a ser o candidato do grupo que lançou o atual, e enroscado com a Justiça Eleitoral, prefeito. Todavia, ao que tudo indica, Sammarco encontra resistência justamente dos parceiros do chefe do Executivo. Muitos entoam mantra que o nome acordado seria o do presidente municipal do PSDB, Benoninho, todavia, existem aqueles que creem na não manutenção dessa intenção. Contudo, como ainda se espera o trebelhar no TSE, muita coisa pode mudar, inclusive a eleição para presidente da Câmara. Nesta questão, é preciso ter claro que Sammarco, na condição de vereador mais votado, presidirá a sessão solene que empossará os novos legisladores e a vacância no Executivo terá que esperar o próximo pleito, sendo que o camerlengo será aquele que for eleito presidente do Legislativo para o biênio 2017-2018.

 

Trebelhar

Se por um lado, o PSDB, mesmo contra a sua vontade, se articula na busca dum nome que poderá, quiçá o contrário, receber os votos que o atual prefeito recebeu em Outubro, o PT, conforme eu já aventei aqui, pretende lançar chapa puro-sangue, ou melhor, pura-saúde, tendo em vista que a hipótese é o médico Zeca Monteiro prefeito e o enfermeiro Adão, de vice. No entanto, conforme informações que chegaram até esse colunista, esse projeto não é consenso dentro da legenda, pois, segundo uma fonte petista, o grupo que anteriormente tentava – conforme apontei em meu artigo Última dança eleitoral, publicado aqui no INTERIOR no dia 02/06, também disponível no site http://criticapontual.com.br/site/2016/06/02/ultima-danca-eleitoral/, quer arrastar a legenda para os braços do PSD, leia-se Caíque Rossi que está todo prosa nesse sentido. Naquela ocasião, o desejo desse setor do petismo foi defenestrado pelos chamados petistas históricos que optaram pela reconstrução do partido, cuja sigla está envolvida em corrupção, começando por Brasília, conforme é o noticiário nacional, portanto, não apenas um ponto de vista deste colunista.

 

Conversações

Já que todos os participantes daquela peleja eleitoral de Outubro, exceto o atual prefeito, caso o TSE confirme a decisão do Tribunal Regional Eleitoral, poderão medir forças numa nova eleição, o PSB de Carlinhos Baiano ainda não abriu conversações sobre quem será o seu vice. No que diz respeito ao PV local, de acordo com o diretório municipal, tudo não passa de especulações o zum-zum, segundo o qual, Eder Granato seria o vice de Caíque Rossi. Parece-me que as conversas no Partido Verde partem da seguinte premissa: houve um rechaço ontem, desta forma, não haveria como a coisa mudar agora, mesmo porque o PSD ainda mantém como filiados ex-Verdes que saíram de forma traumática do PV. Desta forma, ao que tudo indica, os Verdes deverão vir, caso ocorra uma nova eleição, com chapa-puro sangue VERDE também. O resto não passa de conversa fiada de quem pretende confundir a cabeça do eleitorado, principalmente daqueles que acreditam que haverá uma pura e simples transferência dos votos dados ao atual prefeito para uma chapa com o primeiro nome indicado por ele.

 

Brasília

Deixando o mundo da política local e ingressando na seara palaciana de Brasília, a coisa tá feia – como dizia uma canção da saudosa dupla de violeiros Tião Carreiro & Pardinho – lá pelos lados da capital candanga. Novas paredes que escondiam a corrupção começam vir ao chão a partir do Rio de Janeiro, Estado em que dois ex-governadores que se imiscuíram com o governo central nos últimos 13 anos, estão trancafiados em Bangu. Só para lembrar os meus leitores, durante esse tempo, a capital fluminense, com muitos festejos verborrágicos do arauto do petismo nacional, sediou o Pan-Americano, as Olímpiadas e foi sede da final da Copa do Mundo e adivinha para quem ficou a conta? Consequência, o Rio de Janeiro está falido e dois ex-chefes do Executivo estadual poderão, em breve, usar tornozeleiras. E-mail: gilbertobarsantos@bol.com.br, social@criticapontual.com.br, gilcriticapontual@gmail.com. www.criticapontual.com.br.

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