Olhar Crítico

Extraordinário

Conforme já aventei várias vezes aos leitores dos meus olhares, sempre que haver assuntos alvissareiros, principalmente de interesse da população, anteciparei os aforismas que são costumeiramente publicados aos domingos aqui Crítica Pontual e na página do Jornal INTERIOR. Dadas às devidas explicações, vamos ao que é de mais significativo para o momento, ou seja, o tema que faz com que eu me reporto a vocês apreciadores das linhas que confecciono semanalmente: o universo da política, pois como diz Aristóteles em seu livro Política, num Estado, os cidadãos compartilham tudo ou nada. Neste sentido, entendo ser importante, de maneira isenta, compartilhar tudo ou quase isso, pois não se pode saber de tudo, mas um quantum, sobre os bastidores eleitorais da nossa queria Terra de Maria Chica.

 

Coligação

Parafraseando o escritor George Orwell para quem “jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade”, não pude deixar de observar as linhas que o jornalista e diretor do INTERIOR publicou em sua coluna de hoje “Observatório da Cidade”, mais especificamente no aforisma “Aliança”. Segundo o verbete, o diretório local do PV estaria propenso a firmar parceira com o PT penapolense, contudo, ao contrário da última parceria, nesta os Verdes sairiam como cabeça de chapa e o Partido dos Trabalhadores de vice. Em contato com a direção do PV, a informação que chegou até este colunista é a de que as observações não passam de notícia requentada, já que o tema foi ventilado outrora e já desmentido pela cúpula do Partido Verde.

 

Descabida

Em palavras do vice-presidente da legenda, o vereador Ricardo Faleiros de Castilho, tal junção é descabida, mesmo porque toda a decisão que o partido toma não é de cima para baixo e sim com o aval de todos os filiados. Desta forma, não procedem, segundo Ricardinho Castilho, as informações que constam na coluna do diretor do jornal. Segundo o vereador, até bem pouco tempo atrás, “o PT queria abraçar a futura candidatura de Caíque Rossi, mas entrou água na negociata e agora o ex-presidente da Câmara se quer atende as ligações dos petistas”, contou o político. Diante disso, Ricardinho acredita que tal observação objetiva apenas tumultuar o processo eleitoral, principalmente tentando colocar no colo do PV o desejo de alianças com partidos que são veementemente rechaçadas pelos integrantes do Partido Verde. “Todos acham que o PV estava morto, mas agora que viram que viemos com força, querem ficar ao lado da nossa legenda”, externou o vice-presidente do diretório local dos Verdes.

 

Prévia

Ao certo o que se sabe é que o Partido Verde tem dois postulantes à candidatura a prefeito, o atual vice-prefeito Ricardo Rodrigues de Castilho e o engenheiro e professor universitário, doutor Eder Granato. A decisão sairá na convenção que a agremiação realizará no dia 30 de julho nas dependências da Câmara Municipal de Penápolis. Até lá, segundo Ricardinho Castilho, tudo não passará de especulações, como a que foi publicada na coluna Observatório da Cidade em sua edição de hoje. “A tendência é fecharmos com chapa única, mas pode haver conversações com outras legendas, todavia, está descartado o PT e o PSD”, afirmou o vereador.

 

PMDB

Desta forma, pode até haver uma junção com o PMDB, todavia, há um problema sério no interior daquele partido, segundo o vice-presidente do PV. De acordo com ele, existe um racha na legenda: de um lado, uma linha é conduzida pelo ex-vereador Roberto Delfino que quer abraçar a candidatura do atual prefeito – caso esta seja vaticinada pela Justiça Eleitoral e ai significa até a última instância, isto é, o Tribunal Superior Eleitoral – e a segunda segue o atual presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Anderson Leone Miotti da Silva, “Batata”, que tem pretensões de disputar uma vaga na Câmara. Uma coisa é certa: o PMDB será muito cotejado por vários políticos, por isso, Batata garante que não é uníssona a ideia de que o nome da legenda para o pleito a prefeito seja a do ex-vereador Carlos Alberto Feltrin.

 

PSDB

Se no âmbito público, o atual prefeito – arauto – do PSDB, se engalfinha com o seu afilhado político para ver quem ganha mais a simpatia do eleitorado, especificamente aquele que tem maior suscetibilidade aos apelos imediatistas muito comuns nos tempos de política populista e irracional, principalmente na ausência de projetos de governo, quando ganha força desejos privados de se chegar ao poder, os peessedebistas estão articulando um nome para fazer parceria com o chefe do Executivo, caso esse tenha um excelente desempenho hermenêutico no que diz respeito à interpretação das leis eleitorais. Mas não é só nesse aspecto que existe um trabalho partidário, acredita-se que haverá uma quantidade considerável de candidatas a uma das 13 vagas na Câmara. Pois é! Como podemos ver, a disputa eleitoral desse ano promete, ainda mais com a mudança das regras e a redução do tempo de propagando e o que pode e o que é vetado em tempos eleitorais.

 

Capina e esmeralda

Por hoje é só, na próxima coluna pretendo externar mais um problema que o atual prefeito tem no âmbito do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Desta vez, a questão, ao que tudo indica conforme o vereador Ricardo Castilho externou na noite de segunda-feira na sessão da Câmara Municipal, encontra-se na esfera da capinação. Se as esmeraldas prometem esverdear as pretensões do chefe do Executivo – que reclama daqui e dali, colocando-se com vítima e perseguido por parte da sociedade conscientizada, conforme este teria externado na última reunião do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) – a capina pode dar o desfecho final nessa epopeia populista. Mais: naquele encontro com o Conseg, os representantes do conselho reiteraram o que este colunista vem enfatizando há algum tempo: os problemas de drogas na cidade estão sendo tratados como questão de polícia, quando na verdade precisa ser, antes, encarado como descalabro social, já que o que se assiste é em virtude da ausência do Estado, mais especificamente do município que não tem política pública para reduzir a problemática a partir de práticas preventivas. Mas ai é outra coisa, voltarei a essa temática em outro momento, contudo, para o momento é preciso apontar que a ausência de projetos sociais no presente, significa no futuro, o ingresso de muitos jovens no mundo do crime. Volto à leitura do romance Til, de José de Alencar. E-mail: gilbertobarsantos@bol.com.br., social@criticapontual.com.br., gilcriticapontual@gmail.com. www.criticapontual.com.br.

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