Olhar Crítico

Presente

Começo os meus olhares deste primeiro domingo de Julho – mês do recesso escolar – agradecendo a um singelo presente que recebi do amigo e ex-colunista social do INTERIOR, Amaury Pavão. Para muitos, o que me foi ofertado pode ser simplório, contudo, a maneira e o motivo que o material chegou até este colunista o torna significativo. Todos sabem da minha predileção pelas obras ficcionais e críticas literárias do escritor carioca Joaquim Maria Machado de Assis, autor de clássicos da literatura universal, como Memórias póstumas de Brás Cubas – romance exigido anualmente pelos principais vestibulares do país – e Dom Casmurro – esse, nem se fala de sua magnifica importância!

 

Machado…

Na semana que se passou em que comemorei meu natalício, Amaury me ligou para falar sobre o “Bruxo de Cosme Velho” por saber do meu apreço por ele – sem é claro menosprezar outros nomes consagrados das letras brasileiras, entre eles José de Alencar autor de romances como Til – estou relendo para um trabalho científico que pretendo levar a cabo em breve – e Jorge Amado. Pois bem, o jornalista, que também é autor do livro Vila dos Cortiços, me disse que um jornal de circulação nacional havia trazido na edição do sábado passado, 25 de junho, matéria sobre o literato que escreveu Esaú e Jacó, romance que eu analisei durante o meu mestrado e vertido em livro publicado pela editora NEA (Novas Edições Acadêmicas).

 

…de Assis

Eu sabia que o material tinha sido publicado e o conteúdo dizia respeito à descoberta de uma crônica inédita de Machado de Assis em que este ressalta a dor que sentia pela perda da mãe quando ainda era criança. É preciso ressaltar que um pesquisador da UFSCar recentemente localizou versos do Bruxo de Cosme Velho em que este trata da Independência – esse poema se encontra no final da minha dissertação de mestrado e no livro. Assim que soube da publicação da matéria, tentei adquirir o exemplar, mas não o encontrei na banca. Desta forma, tentaria encontrar o material depois, contudo, o meu amigo Amaury Pavão já havia separado a reportagem sem que eu tivesse conhecimento d fato. Diante disso, externo aqui os meus agradecimentos por tão singela lembrança e a reportagem tem valor significativo para este pesquisador das literaturas de Machado e Alencar.

 

Vencedora

E já que a temática é a literatura, parabenizo a poetisa penapolense Juliana Vieira Costa, “Ju Costa”, pela conquista do Mapa Cultural Paulista em sua edição 2014/2015. Ela venceu o certame depois de levar as etapas municipal e regional com o poema Cicatrizes nas estrelas. Além de se dedicar aos versos, a poetisa é versada em narrativas breves, ou seja, os contos, tendo já publicado algumas brochuras nesta vertente. Sendo assim, a advocacia de Penápolis tem nela uma profissional com visão muito particular do mundo das letras e o que é muito bom, não só para Ju Costa, mas também para a cidade. Que a outorga sirva de estímulo para outros escritores que, assim como a poetisa, adoram brincar com o mundo das palavras e lhe dar múltiplos significados transformando-os em singelos significantes a partir de signos enquanto semas e suas semânticas.

 

Segurança

Deixando o universo das letras para outro momento, adentro agora num tema significativo para a população: o mundo da segurança. Na última quinta-feira, o INTERIOR trouxe em destaque, matéria na qual aponta os resultados do trabalho que a Polícia Militar vem fazendo em Penápolis e na comarca. De acordo com a reportagem, os índices da Secretaria de Segurança Pública do Estado indicam a diminuição na criminalidade em Penápolis. De acordo com o comando da PM na cidade, os dados refletem o trabalho intensivo que a corporação vem realizando no combate aos vários delitos, mais especificamente o tráfico de entorpecentes, considerado como a “locomotiva do crime”. Diante do exposto, parabenizo o 1º Tenente Flávio Augusto Bachiega Zambrosi, comandante da 2ª Cia da PM em Penápolis, bem como todos os seus comandados pelo trabalho que vêm realizando para tornar a nossa cidade mais segura.

 

Social

Diante do exposto, não posso deixar de emendar aqui que, não basta o trabalho da PM para combater os mais diversos tipos de delitos, muitos deles originários do tráfico e consumo de drogas. É preciso mais e, é claro, um trabalho preventivo, sobretudo, na área social, cuja ação deve ser feita e comandada por profissionais que tenham perfil para o setor e não apenas que fiquem tomando chazinho das cinco e dizer-se secretário disso e daquilo. Desta forma, a minha expectativa, como a de muitos eleitores, é de que o próximo prefeito, durante a campanha eleitoral, que se avizinha, apresente projetos eficazes para a área e não apenas propostas típicas de um populismo social em que se grita aos quatro cantos da cidade que fez isso e aquilo, inaugurou tal prédio, porém, não se consegue observar os motivos que levam, conforme apontei numa reunião do Conselho Comunitário de Segurança, um conjunto habitacional a ser inaugurado no domingo e na segunda-feira já ter lá instalado um ponto de venda de drogas!

 

Política

Desdobrando a questão social e suas soluções como consequências do fazer político e vontade dos governantes, não daqueles que dizem dar hoje para receberem em forma de votos amanhã, mas sim, dos agentes comprometidos com a construção de uma sociedade diferente da que ai está, é importante ressaltar que o poder é do povo e a ele volta a cada quatro anos e deve ser exercido plenamente, contudo, informações extraoficiais dão conta de que no último pleito municipal, nove mil eleitores se esconderam atrás do voto branco e nulo, sem contar aqueles que deixaram de comparecer as urnas, pagando multa cujo saldo recheia o Fundo Partidário, conforme expus no meu artigo da última quinta-feira publicado aqui nessa página: Atraso político, suas origens e consequências. Há que se ressaltar também que o cidadão deve refletir bem quando irá depositar o seu voto-consciência nas urnas, pois ele não pode ser trocado por cesta-básica e outros penduricalhos, inclusive dinheiro para se tirar habilitação. Por hoje é só, na próxima coluna pretendo tratar de mais quatro problemas que o atual prefeito possui junto ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo por conta de supostas irregularidades praticadas no âmbito da jardinagem. Ao que tudo está indicando, as esmeraldinas, ou melhor, as verdes esmeraldas, vai dar muita dor de cabeça para aquele que pretende ficar mais quatro anos à frente do Paço Municipal, mas ai não é com este colunista e sim com a Justiça Eleitoral e posteriormente com o eleitor que não pode se deixar enganar pelo canto da sereia formada pelo tripé social-econômico-desenvolvimento, porém pífio porque eleitoreiro. E-mail: gilbertobarsantos@bol.com.br, social@criticapontual.com.br, gilcriticapontual@gmail.com. www.criticapontual.com.br.

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