Olhar Crítico

Educação

Recentemente fui consultado por um grupo de educadores e professores para opinar sobre qual deveria ser o nome da escola estadual do bairro Pereirinha. Tive acesso a um rol de docentes que muito contribuíram para a educação penapolense. Da relação, conhecia quase todos os integrantes, de modo que opinei de forma racional por considerar a outorga significativa. Sendo assim, apontei que deveria ser o geógrafo, professor e técnico do CREA, Manoel Pessoa. Conversávamos muito sobre tudo e, sobretudo, Jorge Amado. Diálogos que sempre recordo, mas a minha escolha, no entanto recaiu no fato de Pessoa ter sido um dos criadores da Maratona Cívico Cultural que mobiliza anualmente as escolas de Penápolis.

 

Agradecimentos

E já que estou tratando de educação, e dando sequência ao que apontei nos olhares da semana passada, principalmente no que diz respeito à publicação do meu livro, fruto da minha dissertação de mestrado, externo aqui meus agradecimentos à direção da FASSP (Faculdade de Saúde São Paulo) por acreditar na minha capacidade profissional, já que ministro aulas lá desde a sua criação. À direção do Colégio Futuro que abriu as portas para que eu possa compartilhar com seus alunos um pouco do que aprendi nos bancos da UNESP e UNICAMP e também a escola UP Pré-vestibulares.  À direção do INTERIOR, quiçá divergências sobre determinados pontos de vista político, me permite exercitar a escrita e externar aos meus leitores como observo o cenário local e alhures. Há ainda um rol de pessoas que eu poderia nomear aqui, mas digo apenas que agradeço a todos que acreditaram e aqueles que ainda creem na minha competência laboral e o resultado, entre outros, é o livro sobre Machado de Assis.

 

Violência

Seguindo nessa toada, informo aos meus leitores dominicais que acaba de sair pelo LEVS (Laboratório de Estudos da Violência e da Segurança) da UNESP – campus de Marília, meu artigo sobre violência policial e racismo no Brasil. A discussão se principia no enredo do romance Bandeira negra, Amor, escrito pelo jornalista Fernando Molica. A enunciação aborda o triplo assassinato de três adolescentes negros numa favela do Rio de Janeiro. A culpa pelas mortes recai sobre a PM, já que as vítimas foram vistas pela última vez entrando numa viatura da corporação. A defesa das famílias é feita pelo advogado e ativista negro, Fred que não mede esforços para culpar a Polícia Militar, entretanto, namora Beatriz, uma Major branca, relações públicas da instituição. Usei esses referenciais para apontar como a violência recai sobre os descendentes de escravos que ainda não conseguiram se desvencilhar dos grilhões senzaleiros, conforme apontei aqui no artigo José de Alencar e o Brasil do século XXI. Quem tiver interesse em ler o meu texto da Revista LEVS é só acessar http://revistas.marilia.unesp.br/index.php/levs/article/view/5977/4015.

 

Empreendedores

Assim como é difícil derrubar as barreiras impostas por um típico preconceito brasileiro contra os descendentes de africanos, também é complexa a tarefa daqueles que, mesmo em tempos de crise como a que assola o país, buscam um lugar ao sol. Conheço várias pessoas assim, entre elas, o meu ex-aluno dos tempos da Escola Adelino Peters, Fábio Arakaki. Enquanto uns pensam na crise e acabam sendo tragados por ela para o olho do furacão, Arakaki partiu para o ataque e consolidou o seu restaurante Vô Dete que fica no bairro Santo Antônio, nas imediações da EMEF Marcos Trench. Gente da proa penapolense já frequentou o seu estabelecimento, entre eles, o diretor do Colégio Futuro, o ex-prefeito Firmino Sampaio. Segundo Arakaki, este é frequência constante em seu estabelecimento.

 

Tensão

Deixando a esfera da educação e do empreendedorismo – que tanto dissabores têm provocado na filósofa da USP Marilena Chauí – passemos agora ao cenário mais tenso, seja da coluna ou da cidade. O universo da política local. A tensão é sempre provocada por conta de determinadas personalidades políticas não estarem acostumadas aos olhares, nada ideológicos, sobre os bastidores do cenário eleitoral. A celeuma tende a aumentar na medida em que este colunista, usando os preceitos constitucionais e o acesso aos processos que tramitam na Justiça e no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, compartilha com seus leitores, as informações. Desta forma, eu simplesmente uso do expediente previsto nos itens IV e XIV do artigo 5º da Constituição Federal.

 

Constitucional

O primeiro diz ser “livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”. O segundo afirma que “é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo de fonte, quando necessário ao exercício profissional”. Acresce-se a isso o item V: “é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem”. Sendo assim, quando meus aforismas estiverem indicando alguém e este achar que lhe convém o direito de resposta é só enviar-me a solicitação a partir dos e-mails que disponibilizo no final da coluna todos os domingos.

 

Trebelhar

Feitos os devidos esclarecimentos, passemos aos fatos. Primeiro, é interessante notar que o PSB já começa a se movimentar em direção a ter candidatura própria para prefeitura, inclusive vem realizando constantes reuniões com os seus filiados e discutindo algumas propostas que deverão ser apresentadas ao eleitorado no momento propício, ou seja, aquele permitido pela legislação eleitoral. Contudo, é preciso observar que o disputante, ou seja, o pré-candidato do partido conta com a anuência da cúpula estadual e regional da legenda. Desta forma, parecem ser fortes os rumores de que o empresário do ramo de Multifeiras internacionais, Carlinhos Baiano. Dizem inclusive que já constituiu sede para o diretório local, onde os encontros ocorrem.

Partido Verde

Se por um lado, temos o PSB buscando voos particulares nas eleições de 2016, por outro temos o PV que, quiçá ocupar a vaga de vice-prefeito na chapa que tem o atual prefeito, também movimenta suas peças no tabuleiro sucessório e elabora alguns pontos que considera importante para o eleitorado penapolense. Ainda não consegui obter quais seriam esses pontos, portanto, assim que eu tiver acesso, informo aos meus leitores. Por hora, fico apenas com a decisão do juiz Augusto Bruno Mandelli, da 2ª Vara local, que extinguiu a ação em que o atual chefe do Executivo pede tutela antecipada sobre uma decisão do TCE no que diz respeito a um imbróglio nas contas quando o alcaide presidia o legislativo. Na decisão diz ainda que o chefe do Executivo arcará com as despesas processuais. Voltarei ao assunto em breve, pois está nos autos, portanto, não é invencionice deste colunista. E-mail: gilbertobarsantos@bol.com.br, gilcriticapontual@gmail.com, social@criticapontual.com.br. www.criticapontual.com.br.

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