Olhar Crítico

Educação

Começo meus olhares dominicais neste segundo dia de carnaval e primeiro domingo de fevereiro, parabenizando o agora calouro no curso de Ciências Sociais na UNESP-campus de Araraquara, Renan Lanza. Inicialmente ele foi meu aluno no primeiro ano do ensino médio do período da manhã na EE Adelino Peters em 2012, posteriormente nos encontramos na escola UP-Pré-Vestibulares. Eu na condição de professor e ele de vestibulando. Recentemente, Lanza perdeu o pai em um acidente automobilístico na estrada que liga Penápolis à Braúna. A dor do passamento do seu ente mais que querido, o motivou a seguir em frente e a partir de 2016 frequentará a unidade em que me formei: A Faculdade de Ciências e Letras – unidade da UNESP (Universidade Estadual Paulista) em Araraquara. Desde já, meus parabéns a esse novo calouro de Ciências Sociais e um parceiro de profissão. O Brasil está precisando de cientistas sociais que pensem a Nação para além dos seus ideologismos caquéticos. De qualquer forma, Lanza será exemplo para muitos que acham que tudo está acabado, pois a sociedade tolhe-lhe os passos que poderiam ser dados em direção a vitórias como essa de ingressar em uma das melhores universidades brasileiras e por mérito.

 

Negativa

Como segundo aforisma deste domingo de carnaval, em que muitos foliões devem estar se levantando ou chegando agora da balada cultural, quero informar aos meus leitores e aos eleitores de um modo geral, que o ex-prefeito João Luís dos Santos (PT), mesmo não usando o expediente deste espaço, conforme a Constituição Federal lhe faculta, informou que não está saindo do seu PT para cair nas redes do Rede de Sustentabilidade, criado pela ex-ministra do Meio Ambiente e também ex-petista, Marina Silva.

 

Sucessão

O ex-prefeito originário da juventude peemedebista penapolense, além de, veementemente rechaçar que pulará da casa petista para o reino encantado do Rede, também afirmou, via um jornal de circulação regional, que não disputará a sucessão do atual gestor que o sucedeu na prefeitura a partir do dia 1º de janeiro de 2013. Se João Luís desistiu da corrida à prefeitura, mesmo com alguns de seus correligionários o conclamando a disputar o assento que está sob o auspício do atual arauto do PSDB – os pedidos, pelo que este colunista apurou, seriam escudados em supostas aclamações que o petista teria entre os servidores públicos municipais. Até ai tudo bem, entretanto, eu vejo uma paradoxal problemática, pois muitos acreditam que a derrota do ex-petista e agora no PSOL o ex-vereador Roberto Martins Torsiano teria ocorrido no próprio segmento que hoje estaria querendo a volta do arauto do petismo local.

 

Rechaço

Vai entender: ontem rechaçou o candidato do ex-prefeito e hoje, passado quase quatro anos daquela opção, querem ver João Luís de volta ao principal assento da cidade. Na condição de Cientista Social e colunista, entendo que tal guinada é justificável porque naquela época o temor era de que se mantivesse a mesma estrutura organizacional afiançada pelo prefeito. Parece-me que a derrota, além dos votos nulos e brancos, pode ser atribuída a dois departamentos municipais, cujos secretários não teriam caído nas graças dos servidores. Na dúvida, entre acreditar, aguardar na fila da esperança ou perpetrar a mudança por meio das urnas, esses servidores fizeram o trabalho mais pertinente, ou seja, adotaram postura que melhor lhes apetecessem e deram um sonoro “não” nas urnas, seja contra o candidato do Paço Municipal “ungido” pelo prefeito da época, ou votando em branco ou anulando suas consciências de cidadãos com cidadanias. Resultado: 64% dos eleitores não querem o atual quadro governamental da cidade.

 

Queremismo petista

Bom! Mas, como em política tudo pode acontecer, semelhante a uma noite dessas – que não era o sonho de uma noite de verão do teatrólogo inglês William Shakespeare – em que ao cair do dia o sol estava encandecido, mas na madrugada a chuva deu o ar da graça aos viventes, é preciso observar com serenidade a opinião do homem forte do PT local, pois se o “queremismo” petista continuar, é bem capaz de este dizer que o que foi dito encontra-se na época específica, sinalizando uma postura conforme Maquiavel disse em seu “O Príncipe”, ou seja, de que do governante não se pode exigir o cumprimento da palavra dada, pois quando esta foi afiançada, a situação era uma e com o passar do tempo, o mundo já é outro e como a política depende dessa vicissitude, então, tudo pode mudar, inclusive com o ex-prefeito vindo a público dizer que para o bem do povo petista penapolense, ele sai candidato. Entretanto, aguardemos o trebelhar político local.

 

Entrevero

Mas deixando a seara petista de lado, todavia, mantendo-me no universo político e sucessório do atual prefeito, é preciso que se diga que recebi muitos comentários sobre um tema explorado pela minha coluna no transcorrer da semana que se passou e está disponível no meu site: www.criticapontual.com.br. A problemática foi a briga que revolve os bastidores da política penapolense, mas não diz respeito à quase oposição ao prefeito no legislativo – essa observação escuda-se no fato de que apenas três vereadores realmente fiscalizam os atos do poder Executivo, os outros se comportam, pelo menos até onde sei, como meros carimbadores dos ventos que sopram da prefeitura. As desavenças, conforme acontece no plano federal, portanto, pode se dizer que o entrevero local, espelhando o que ocorre em Brasília, advém da base do prefeito na Câmara. Ele está rompido com seu pupilo – há quem acredite que não passa de encenações teatrais e aí podemos pensar na peça “Esperando Godot” –, mas de qualquer forma, vale dizer que o criador está rechaçando a criatura.

 

Rompidos

Se o chefe do Executivo rompeu com o ex-presidente da Câmara – e olha que o primeiro se esforçou muito para outorgar ao seu fiel escudeiro o posto máximo no Legislativo lá nos finais de 2012 após as urnas sufragá-los como representantes do povo nas duas Casas -, então a disputa agora em 2016 será acirrada, mesmo com a letra fria da lei indicando que poderá haver impedimento do prefeito em disputar a sua própria sucessão. Já ouvi comentários dizendo que o vereador foi um tanto quanto afoito em se lançar como pré-candidato a prefeito, quando nenhum partido ainda o estava fazendo, pois a candidatura natural ao posto seria o próprio chefe do Executivo. Sendo assim, ambos podem morrer congelados nos escombros da política local, já que enquanto o prefeito deseja permanecer mais quatro anos, quiçá dificuldades financeiras, o aprendiz quer superar o mestre em sua seara. Durmam com um barulho desses, nobres leitores e eleitores. E-mail: gilbertobarsantos@bol.com.br, social@criticapontual.com.br. www.criticapontual.com.br.

 

 

 

 

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